Depósito a prazo ou investimento imobiliário?


Tem dinheiro disponível e está a pensar aplicá-lo de alguma forma? Possivelmente estará a ponderar colocá-lo no banco! Neste momento as instituições financeiras estão a pagar muito pouco pelo dinheiro que lhes emprestamos, alguns propõem-nos taxas miseráveis por um bem nosso e que estamos a colocar à disposição de terceiros. Obviamente ainda poderá haver alguma proposta tentadora mas atenção quanto maior é a oferta maior é o risco e esse mesmo risco pode chegar ao ponto de no final do contrato ficar sem todas as suas economias.

Em alternativa a esta possibilidade existe por exemplo o mercado imobiliário que lhe garante rendimento e sempre a garantia real do bem, isto é, se comprar uma casa e a colocar no arrendamento tem o benefício mensal da renda e para além disso tem sempre o imóvel que ainda por cima tem tendência a valorizar. No mercado de Coimbra que é o que conheço, um apartamento T1 por exemplo que custe 100.000€ tem uma rentabilidade mensal de 400€ no mínimo.

400€ x 12 = 4.800€ anuais

Retirando a retenção na fonte de 28%

4.800€ x 28% = 1.344€

Retirando as despesas de condomínio

15€ x 12 = 180€

Retirando o IMI, cerca de 300€

Receita = 4.800€ - 1.344€ - 180€ - 300€ = 2.976€ "LIMPOS"

Taxa de rentabilidade = 2.976€ / 100.000€ = 2,976€

Ainda assim muito acima do que é praticado hoje em dia e com risco de investimento zero!

Já fez esta análise???

Tempo de Mudanças?!

No tempo que levo como consultor aconteceu-me hoje uma coisa curiosa! Um cliente que estava interessado num apartamento e a primeira pergunta que me fez foi se eu tinha o apartamento em exclusivo. Se a pergunta foi pertinente a observação que fez a seguir foi ainda mais! "Se não está em exclusivo nem vale a pena sequer falarmos sobre ele", respondeu-me!!!

Não poderia deixar de o questionar acerca daquela abordagem e o senhor explicou-me que alguns meses atrás estava muito interessado noutro apartamento e fez inclusive uma proposta. Qual não foi o seu espanto quando o consultor apresentou a proposta ao proprietário o mesmo disse já o ter vendido.

Isto vai um bocadinho de encontro aquele papão do exclusivo ou não exclusivo que tanto amedronta os proprietários. Mas parece que as mentes começam a ficar despertas para este fenómeno e daqui por uns anos à semelhança dos países mais desenvolvidos, o não exclusivo vai deixar naturalmente de existir.

É um facto que o regime de exclusividade não é para todos, a pior coisa que pode acontecer a um proprietário é entregar o seu imóvel em exclusivo a um consultor menos profissional. Agora se quer o seu imóvel devidamente promovido e se quer ter o direito efetivo e real de poder cobrar sobre o que está a ser feito pelo mesmo, não tenha duvidas, o exclusivo não é a melhor forma. É a FORMA!!! Porquê?

Porque vai responsabilizar o comercial sobre o contrato, porque a qualquer momento agarra no telefone e não tem que ligar a 30 comerciais para saber o que está a ser feito, porque não vai ter que se preocupar com coisa nenhuma a não ser analisar eventuais propostas, etc

E sabe que o cliente comprador se sentirá muito mais seguro sabendo que aquele consultor está a par de tudo o que está a acontecer ao imóvel, terá muito mais garantias em termos documentais, etc

Portanto fica aqui a dica, na hora de assinar contrato com um profissional, pense neste assunto. Só para terminar um contrato em exclusivo tem muito mais alcance que cinquenta em aberto, não tenha duvidas disso.


Efeito Espetador

Está a pensar em vender a sua casa? Sozinho ou com profissionais? Com vários ou só com um?

Qualquer que seja a seja a opinião é respeitável, afinal a casa é sua! Mas deixe-me contar-lhe uma história: Um certo dia passei por um indivíduo que se tinha despistado de mota e verifiquei que já estavam cerca de uma dúzia de pessoas a assistir. Como tive formação em primeiros socorros parei para ver se dentro dos meus parcos conhecimentos poderia de alguma forma ajudar. Vi que a vítima estava consciente embora apresentando sinais de sonolência e mantive-me ali a falar com o senhor para que não adormecesse enquanto o socorro não chegava. Como estava a demorar lembrei-me de perguntar se já alguém teria ligado o 112, qual foi o meu espanto, depois de um silêncio ensurdecedor chegámos à conclusão que ainda ninguém o tinha feito.

A isto chama-se efeito espetador!

Se entregar a vários profissionais o que todos dirão é que algum irá vender e dificilmente haverá um que se empenhe com o afinco que a responsabilidade de ser o único lhe conferiria!

A importância do preço certo!

Se está a pensar em vender o seu imóvel já se terá deparado com esta duvida! Por quanto devo anunciar a minha casa, quanto é que ela valerá?

Dependendo de quem a está a avaliar, o valor irá sofrer uma grande flutuação. Para o proprietário vale 500.000€, para as finanças 1.000.000€ e para o comprador 300.000€, brincadeira!

 O preço varia na minha opinião de dois fatores:

- a urgência em fazer o negócio

- a oferta de produto similar nas proximidades

Parece um fator pouco importante mas poderá fazer a diferença entre vender ou ter à venda, por exemplo está muito na moda colocarmos o preço um bocadinho acima para depois negociarmos como é da praxe. Um exemplo: um apartamento que tenhamos a noção que vale 98.000€ vamos colocar à venda por 103.000€ para termos 5.000€ de negociação, correto?

Não! Muito errado!!! Com esta posição poderemos estar a afastar dezenas ou centenas de potenciais interessados porque talvez não tenha ainda reparado ou não saiba, todos os motores de busca de imobiliário têm vários filtros nomeadamente para o preço e nunca viu um filtro até 103.000€, pois não? Então faça esta análise antes de aferir o preço de venda. 

Urgência vs Oferta

Tem urgência em vender? Ok, então terá que tentar perceber se nas redondezas existe um produto semelhante ao seu para venda. Se existir e quiser vender primeiro obviamente terá que colocar a um preço inferior ao existente. Se a venda não for emergente, aguarde que esse produto seja vendido e coloque de imediato à venda. Não vale a pena colocar antes do outro se vender porque irá correr o risco de "queimar" o imóvel. Será ideal colocar logo a seguir porque poderá haver potenciais clientes que não conseguiram comprar o outro e vão querer comprar o seu.

Se não tiver a mínima noção do preço que vale o seu imóvel deverá então contactar ajuda especializada para lhe fornecer um estudo de mercado, tendo a noção que será sempre um estudo comparativo de mercado e que poderá dar resultados diferentes da sua expetativa, mas como o nome indica, é um estudo que reflete o estado do mercado em tempo real.


Vai vender a sua casa? Saiba a documentação que irá necessitar.

1 - Documentos de identificação, no caso de ser empresa tem que ter a certidão do registo comercial da mesma

2 - Caderneta predial

3 - Certidão permanente

4 - Licença de utilização se for posterior a 1951

5 - Certificado energético ou declaração de isenção

6 - Plantas

7 - Ficha técnica da habitação se for posterior a 2004

8 - Distrate da hipoteca se for caso disso

Em caso de duvida em obter algum destes documentos pode contactar-me e terei todo o gosto em ajudar.